Sobre

brasil adj (1377) 1 relativo a brasa 2 relativo ao que é natural ou habitante do Brasil 3 Hy Brazil ilha mítica da mitologia celta 4 nome dado na Irlanda ao cinábrio 5 adj derivado brasílico (a)

guerreiro adj (sXIII) 1 relativo a guerra 2 belicoso, combativo, armipotente 3 quem se empenha intensamente para conseguir o que quer 4 diz-se da pessoa que não desiste nunca 5 batalhador

Guerra Brasílica 1 1024x683 - Sobre

A Guerra Brasílica

A Guerra Brasílica foi um movimento de resistência nativa contra a Invasão Holandesa no século XVII, entre os anos de 1645 e 1654, no nordeste colonial brasileiro.

Foi a primeira vez que negros, índios e portugueses se juntaram em torno de um Objetivo-Mor, de uma causa comum que ultrapassasse suas diferenças.

Empregando uma estratégia de guerrilha, que utilizava a astúcia e força de vontade contra a superioridade militar holandesa, conseguiram expulsar os invasores estrangeiros após 9 anos de luta.

Entretanto, o resultado mais importante da Guerra Brasílica não foi material: a partir desse momento, surge um “DNA Cultural” – o “Dasein-Brasil”forjado nas estratégias não-convencionais de combate empregadas pelos patriotas recém brasileiros.

Brasil Profundo 1 1024x576 - Sobre

As Categorias de Combate

Do século XVII até os dias atuais, muita coisa mudou, exceto o conceito de estratégia que, segundo a Escola Superior de Guerra, é a arte de preparar e aplicar o poder para conquistar e preservar objetivos, superando obstáculos de toda e qualquer ordem.

Assim, existem 5 Expressões de Poder que propiciam a construção de uma estratégia de defesa ou ataque, a saber: Expressões Científico-Tecnológica, Econômica, Militar, Política e Psicossocial.

Individualmente, entretanto, essas expressões encontram base nas 5 Esferas Mentais que estruturam a psiquê humana, especificamente as Esferas Sensorial, Emocional, Racional, Consciente e Volitiva.

Da óbvia relação entre as Expressões de Poder e as Esferas Mentais, nascem as Categorias de Combate da Guerra Brasílica – Pessoal, Logística, Operações, Inteligência e Mística – que adaptam o antigo conceito de estratégia à realidade pessoal de cada um, contra um novo inimigo comum.

Orientação Estratégica 1 1024x576 - Sobre

O Inimigo Pós-Moderno

Em 1987 a U.S. Army War College introduziu no meio acadêmico o conceito de “VUCA” (volatility, uncertainty, complexity e ambiguity) – ao qual acrecentamos um “S” (senseless) – para caracterizar como o mundo contemporâneo se organizou após a Queda do Muro de Berlim.

Traduzindo para o português – com as devidas adaptações culturais – obtemos o acrônimo “PICAS”, que define especificamente a realidade pós-moderna brasileira como precária, incerta, complexa, ambígua e surreal.

Essa superestrutura cultural totalmente assimétrica favorece o surgimento de um quadro patológico bem definido, conhecido como Síndrome dos 5D, cujos sintomas específicos são dores, dívidas, dúvidas, desamparo e desespero.

A ação direta dessa síndrome em tipos psicológicos específicos ocasiona o que chamamos de Fuga à Realidade, cujas 5 fases são classificadas como as fugas estética, ética, religiosa, esotérica e suicida – assuntos explorados em nossos artigos.

Estratégia Pessoal 1 1024x576 - Sobre

O Tipo Psicológico Divergente

É ponto pacífico que cada pessoa reage de forma distinta à estímulos semelhantes, de acordo com a sua personalidade e seu histórico psíquico.

Dessa forma, existem 4 funções psíquicas clássicas: sensação, emoção, pensamento e intuição – à elas incluímos uma quinta, divergente de todas as anteriores – que regem o comportamento humano frente arquétipos comuns.

Trata-se da função divergente – que, ainda, é também ambivertida (extrovertida e introvertida ao mesmo tempo) – e que define o Tipo Psicológico Divergente, o voluntário ideal para a Guerra Brasílica.

Diferente das demais tipologias, o Tipo Psicológico Divergente caracteriza-se pela natural Oposição Estratégica que exerce à sua realidade circundante – caso ainda não tenha sucumbido à Síndrome dos 5D e chegado à última fase da Fuga à Realidade.

Assim, para exercer tal oposição, o Tipo Psicológico Divergente deve saber construir uma Estratégia Pessoal, adaptada ao contexto cultural em que vive – o que ensinamos na Estratégia Zero – para que não sucumba ao Mundo VUCA+S, à pressão que exercem as PICAS da realidade brasileira.

Guerreiro Sábio 1 1024x576 - Sobre

A Estratégia Zero

Portanto, com o objetivo de atualizar a resistência contra o Inimigo Pós-Moderno, a Guerra Brasílica conta com a Estratégia Zero, onde ensinamos o Tipo Psicológico Divergente a construir sua Estratégia Pessoal, de acordo com o contexto cultural em que vive.

Empregando as Categorias de Combate da Guerra Brasílica, ele consegue resgatar seu brio e se opor efetivamente à precariedade, à incerteza, à complexidade, à ambiguidade e ao surrealismo que nos envolve.

Assim, a Estratégia Zero ensina a combater os sintomas da Síndrome dos 5D – dores, dívidas, dúvidas, desamparo e desespero – e a construir então uma estratégia, momento em que o Tipo Psicológico Divergente pára de fugir e passa a enfrentar a realidade.

Desse modo, fica claro que a missão da Guerra Brasílica é encontrar o Tipo Psicológico Divergente e ensiná-lo a construir sua própria Estratégia Pessoal, cujo Objetivo-Mor deve ser a conclusão do seu Processo de Individuação – assunto também explorado em nossos artigos.

Nossa visão de futuro passa por estar presente em todas as psicoregiões desse Brasil Profundo, propiciando as condições para construção de Estratégias Pessoais nos diversos contextos culturais que o compreende.

Por fim, calcados na incorruptibilidade do brio, na qualidade de vida e na produtividade pessoal, lançamo-nos ao território conquistado pelo inimigo com as palavras de Alvin Toffler à frente: “ou você tem uma estratégia própria ou então faz parte da estratégia de alguém”!

REFERÊNCIAS CLICÁVEIS

EVOLA, Julius. Revolta Contra o Mundo Moderno. Lisboa: Dom Quixote, 1989.

FERRAZ, Gabriel. O Dasein como Ethos. Porto Alegre: PUCRS, 2020.

GUÉNON, René. A Crise do Mundo Moderno. Lisboa: Vega, 1977.

REY, Juan Pablo. Psicologia Integral. Buenos Aires: Aurum Argentina, 2014.